Vermes em cães e gatos: como tratar?

nov 06

Vermes em cães e gatos: como tratar?

Mesmo os animais mais bem cuidados estão expostos a esse perigo, que pode ser veiculado através do ar, da água, dos alimentos e até mesmo dos inocentes passeios pelas ruas, praças e praias.

Em especial, os filhotes estão mais expostos à contaminação de vermes. Eles podem adquiri-los na hora do parto ou no momento de mamar, caso a mãe possua esses organismos em seu corpo e não tenha sido tratada de forma adequada.

Ameaça dupla

Parasitas também podem ser transmitidos para os seres humanos.

Alguns desses vermes não são perigosos apenas para os cães e gatos, podendo ser transmitidos para os donos dos pets, especialmente para as crianças que têm contato direto com seus bichinhos de estimação e, por vezes, podem ingerir os parasitas ao tocar as fezes dos animais e colocar a mão na boca. São as chamadas zoonoses: doenças típicas de animais que podem atingir também os seres humanos.

Sinais de alerta

Saiba como identificar se seu animal tem verminose.
A maioria das verminoses caracteriza-se por sinais clínicos gastrointestinais. É nesses órgãos que os parasitas se alojam, pois ali encontram um ambiente propício para sua sobrevivência, com alimento em abundância. Isso facilita também a sua reprodução.

O maior perigo dessa doença é que, muitas vezes, nenhum sinal clínico é notado até que a população de vermes seja grande o suficiente para debilitar o organismo do animal. Quando os problemas surgem, pode ser muito tarde, o que pode expor a risco a vida de seu pet.

Em algumas oportunidades, no entanto, os parasitas dão alguns sinais de que estão infestando o organismo dos animais. Os principais sinais de alerta são listados a seguir.

– Perda de peso: os vermes espoliam o organismo do animal, alimentando-se de proteína e/ou sangue proveniente dos tecidos, fazendo com que o animal absorva menos nutrientes do que necessita. Além disso, as lesões causadas comprometem a digestão e dificultam a absorção do alimento.

– Fezes moles e com sangue: a aparência/consistência das fezes é um importante indicador da saúde dos animais. Os donos precisam sempre ficar atentos a seu formato, quantidade e cheiro.

– Aumento de volume abdominal: não significa que o animal está engordando, com consequente ganho de peso. Muitas das vezes, esse aumento de volume abdominal é sugestivo de infestação maciça por vermes, dos mais variados tipos.

– Prurido da região perianal (coceira no bumbum): é um sinal clínico comum nas infestações por algumas espécies de vermes, e muito comum de se evidenciar. O animal arrasta essa parte do corpo no chão para tentar diminuir o incômodo.

– Queda na imunidade e na resistência física: o dono também pode perceber por meio da diminuição do ritmo das atividades normais do animal e, eventualmente, sua feição de tristeza. É preciso não confundir com as expressões de tristeza para ganhar comida ou na hora de pedir para passear. Trata-se de um desânimo constante, praticamente um quadro de depressão. Isso pode facilitar o desenvolvimento de outras doenças.

– Perda de apetite: outro sinal clínico que é bastante fácil de ser percebido é a falta de vontade de comer.

– Atraso no crescimento: pode ser observado no caso de filhotes.

– Perda do brilho nos pelos: a pelagem fica mais fosca. Isso pode ser notado, principalmente, na hora do banho.

– Diarreia: esse problema não é incomum nos animais, especialmente quando eles comem alimentos inadequados. Mas quando estão contaminados com vermes, a diarreia é constante e as fezes podem conter ovos que facilitam a identificação do quadro de verminoses.

– Vômito: em casos mais extremos, o quadro gastroentérico pode cursar com episódios de vômito associados à diarreia.

– Dor abdominal: pode ser percebida, em casos extremos, à palpação da região.

– Anemia: vermes que se alimentam de sangue, principalmente, fazem com que o animal apresente um quadro anêmico. Em alguns casos, o animal fica apático e pode, até mesmo, chegar a evitar brincadeiras.

– Dermatites: o ciclo de vida de algumas espécies de vermes pode cursar com uma fase de migração cutânea, como por exemplo, os Ancilostomídeos, que causam o “bicho geográfico” em humanos.

– Diagnóstico: O exame de fezes não deixa margem à dúvidas

A constatação do quadro de verminose, muitas vezes, é feita pelo próprio dono dos animais baseado nos sinais clínicos e evidências descritos anteriormente. Quando eles aparecem, é necessário levar o bichinho a uma consulta em seu médico veterinário de confiança, que geralmente confirma o quadro com um simples exame físico.

Eventualmente, pode ser solicitada a realização de um exame de fezes. Ele auxilia o médico veterinário na elaboração de um protocolo seguro de vermifugação para que seu animalzinho não corra o risco de sofrer as consequências de uma verminose.

Tratamento

Medicamentos específicos para esse tipo de tratamento resolvem a maioria dos casos.
O tratamento varia de acordo com a espécie de verme em questão. Além disso, há vermífugos de amplo espectro, que combatem as formas mais comuns de doença.

A melhor forma para combater as verminoses, no entanto, é a prevenção (profilaxia). Desde filhote, o cão deve receber o vermífugo, e o mesmo deve ser repetido sempre que o médico veterinário achar necessário.

Enquanto filhote, seu pet deve receber cuidados redobrados em relação aos protocolos de vermifugação, inclusive durante a fase em que está sendo amamentado. Em cães jovens, a administração do vermífugo precisa ser realizada a cada três meses (veja mais em “Quando posso sair com meu cachorro na rua”).

Mesmo quando o seu pet se tornar adulto, esse cuidado não pode ser esquecido e deve ser realizado pelo menos semestralmente (a cada seis meses).

No caso de fêmeas destinadas à reprodução, o protocolo de vermifugação deve ser instaurado alguns dias antes do cruzamento e reforços deverão ser realizados durante a fase de amamentação, pois existem espécies de vermes que podem ser transmitidos por meio do leite materno.

Cuidados de higiene

A remoção das fezes que houverem no ambiente é essencial para evitar contaminação.

A contaminação também pode ser evitada com cuidados de higiene, especialmente em relação à remoção das fezes. Como é por meio delas que ocorre a contaminação de boa parte das verminoses, é preciso fazer a remoção completa das fezes e lavar e desinfetar o local onde o animal habitualmente defeca e urina, para evitar a permanência de ovos, cistos e larvas.

Quando o animal faz suas necessidades na rua, embora não seja possível lavar o local, é preciso que as fezes sejam removidas.

Vermes mais comuns

Há muitos tipos de vermes que podem contaminar cães, gatos e outros animais.

Os mais comuns são os citados a seguir:

– Ancilostomídeos: A contaminação pode ocorrer por meio de água, alimentos e penetração das larvas na pele. Causam perda de sangue contínua e anemia grave.

– Ascarídeos (lombrigas): seus ovos podem sobreviver por muito tempo no ambiente. A contaminação pode ocorrer por aspiração e/ou ingestão. Esse verme pode liberar uma toxina que causa, nos casos mais graves, convulsões e quadros clínicos neurológicos delicados.

– Cestoides (tênias): podem ter sua infestação agravada pela presença de pulgas, que atuam como hospedeiro/vetor da verminose. Pode acometer seres humanos.

– Filarídeos: essa larva é transmitida a partir da picada de mosquito. Os sinais clínicos levam um longo período para serem observados. Em seus estágios mais avançados, o animal pode apresentar dificuldade para respirar e podem causar obstrução das câmaras cardíacas.

– Giárdia: é um dos parasitas mais perigosos. Esse protozoário é transmitido normalmente através de água e pode contaminar também os seres humanos. Causa forte diarreia, muitas vezes com sangue (veja mais em: “O que saber sobre a giardíase: transmissão, sintomas, tratamento e prevenção”).

– Tricurídeos: a contaminação é feita através da ingestão/inalação dos ovos. Prendem-se às paredes do intestino e podem causar perda de peso.

Medicação assegura tranquilidade para os donos

Existem medicamentos próprios para o combate às infestações por vermes.

Os riscos de infestação apresentados não devem fazer com que os donos modifiquem os hábitos dos animais. Os passeios pela rua não devem ser evitados, uma vez que são essenciais especialmente para os cães, mas os animais devem estar efetivamente protegidos.

Basta administrar regularmente o vermífugo, sob estrita orientação de um médico veterinário e manter a vacinação em dia. Dessa forma, seu pet ficará livre dos vermes e você pode ficar tranquilo.

 

Fonte: <http://www.petlandia.com.br/vermes-em-caes-e-gatos-como-tratar/> 06/11/2018